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montesclaros.com - Ano 26 - domingo, 30 de março de 2025

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Efemérides - Nelson Vianna   
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Por Efemérides - Nelson Vianna - 30/3/2011 08:18:53
(Durante anos, o escritor e agrimensor Nelson Vianna, nascido em Curvelo e apaixonado por M. Claros, desde que aqui chegou, pesquisou a história da cidade. Foi a arquivos, jornais, revistas e livros, entrevistou pessoas, vasculhou correspondências – enfim, buscou em toda parte fontes que permitissem levantar a história do município de M. Claros. Conseguiu. Processou sua longa procura e publicou "Efemérides Montesclarenses", que cobrem o período de 1707 a 1962, revelando o que - neste período - aconteceu de mais importantes no cotidiano de nossas vidas. Nelson Vianna, apaixonado por M. Claros, reconhecido ao historiador Hermes de Paula, mais novo do que ele, mas seu auxiliar no trabalho, prestou - prestaram os dois, é preciso gritar isto - uma das mais notáveis contribuições à civilização dita montesclarina. Morreu sem ostentar riqueza material, mas o seu legado espiritual cresce a cada dia, embora ainda não seja suficientemente reverenciado. O tempo, sempre ele, também fará esta reparação. Republicar a resenha histórica pacientemente ajuntada pode ser um começo. Pelo calendário do dia, sairá publicado aqui, desde este 12 de janeiro de 2011, o que ele conseguiu desvendar no vasto tempo de 255 anos - entre 1707 e 1962, de uma Montes Claros nascente, criança e juvenil. Ajudará a cidade a se localizar. Talvez, a se achar. E haverá sempre um preito de gratidão a estes dois - Nelson Vianna e Hermes de Paula, e a muitos outros que, no silêncio, onde Deus fala aos Homens, recolhem o aplauso geral):

30 de março

1884 — O “Correio do Norte” desta data noticia que o Revmo. Padre Maximiano da Silva Pimentel assumiu o cargo de Juiz de Direito da Comarca de Montes, tendo reassumido as funções de Juiz Municipal e órfãos dêste Têrmo o suplente Joaquim Alves Sarmento.
1887 — Falece dona Eva Bárbara Teixeira de Carvalho aos 58 anos de idade. Era filha de Antônio Teixeira Carvalho e dona Rosa Frutuosa de Lima. Casou-se com o professor Serafim Gonçalves Guimarães, que foi vereador à Câmara Municipal de Montes Claros. Grande educadora, a princípio professôra particular, depois ocupando a cadeira de Instrução Primária, para o sexo feminino, em Mpntes Claros, foi aposentada neste cargo, com todos os vencimentos, a 19 de abril de 1871. Mesmo depois de afastada do exercício, continuou a ensinar às moças que lhe eram confiadas princípios da educação moral, doméstica e literára Incentivada pelo dr. Carlos Versiani, Vigário Gonçalves Chaves e pelo cel. José Rodrigues Prates, mandou buscar em Diamantina o Mestre de música, Risério Alves Passos, e assim fundou a banda de música Euterpe Montesclarense, em 1856, a qual saiu à rua, pela primeira vez, para festejar a elevação da Vila de Montes Claros de Formigas à categoria de Cidade de Montes Claros, em 1857. A banda de música Euterpe Montesclarense sempre tomou parte em todos os acontecimentos importantes da cidade ou do País, recusando-se, porém, a comparecer aos festejos promovidos pela Municipalidade, nas comemorações da proclamação da República. Teve a duração de um século, a tradicional e querida corporação musical.
1897— Nasce, em Montes Claros, o dr. Pedro Lessa Spyer, filho do cel. Antônio Augusto Spyer e dona Celina Lessa Spyer. Fêz o curso primário em sua terra natal, o secundário, em Belo Horizonte, diplomando-se pela Escola de Minas, de Ouro Prêto, em 1921, tirando o sétimo lugar em sua turma. Trabalhou em serviço de divisões de terras, no Norte de Minas, foi engenheiro da Secretaria da Agricultura do Estado, tendo sido comissionado para proceder à medição e demarcação da fazenda da Jaíba. Empreiteiro de trechos da E. F. Central do Brasil no ramal de Montes Claros, foi sócio da firma Spyer & Cia., que trabalhou na reprêsa do rio Pacui, para o abastecimento dágua à cidade de Montes Claros. E’ funcionário da Central do Brasil.
1898__ Sai o primeiro número da segunda fase de “O Agricultor”, órgão dedicado aos interêsses do município e Montes Claros, especialmente da lavoura, imparcial e noticioso, sob a gerência de Eusébio Alves Sarmento. Na sua primeira fase deu sômente 40 númeres, quando foi suspenso por falta de papel e outros motivos. Era impresso nas oficinas de “O Operário”. A 30 de abril, após haver dado apenas 4 números, foi obrigado a suspender a sua publicação. A 30 de outubro de 1899, reencetou a circulação, criando uma secção política, de crítica e combate à Câmara Municipal local, tendo prosseguido até 29 de dezembro de 1899, quando cessou definitivamente a sua publicação, dando apenas 26 números.
1933— Pelo decreto estadual n.° 88, a Comarca de Montes caros, de acôrdo com os quadros de divisão territorial, fica constituída de dois Têrmos: Montes Claros e Brejo das Almas; e Coração de Jesus.
1935— A “Gazeta do Norte” desta data noticia o falecimento de dona Carlota dos Anjos Fróis. Nasceu na fazenda Vaca Brava, no antigo distrito de Brejo das Almas, a 14 de fevereiro de 1840, filha de Patrício Rodrigues Fróis e dona Maria Florência de Jesus. Era viúva do cap. Lucas Pereira dos Anjos, comerciante e fazendeiro no município de Montes Claros.
__A “Gazeta do Norte” desta data noticia o falecimemto de Manoel Carlos de Oliveira, mais conhecido por Manoel Turíbulo, por intermédio de uma perfeita crônica que bem retrata a vida e a personalidade velho sacristão de Montes Claros.

“Manoel Turíbulo
“Sua vida e sua obra

“Já foi registrado, com justas palavras de pesar, o falecimento de Manoel Carlos de Oliveira. Mas é demais que se relembrem agora alguns traços desse modesto cidadão que, nascido em Montes Claros, sempre viveu não curta vida, testemunha discreta fatos da cidade — uma espécie de fôlha corrida de sua crônica de tantos anos.
Manoel Carlos era um tipo do século passado. Com sua morte perde-se mais um dos já rareados montesclarenses que ainda restam e que são como que um livro de notas da vida antiga da cidade.
Glabro, rosto oval, roupas mal feitas cobrindo o corpo de poucas carnes — Manoel Carlos ou, foi mais conhecido, Manoel Turíbulo, contagiou-se de uns jeitos e de uns ares de padre da roça. De si pessoa exalava-se um cheiro môrno de incenso e paramentos.
Sacristão há cêrca de 60 anos, tudo nêle lembrava liturgia e era sempre com modos de quem ia ajudar a uma encomendação de defuntos que êle, tôdas as tardes, ao sol ou à chuva, à hora justa — descia a mesma rua e no mesmo passo de ave triste, cabisbaixo e pensativo — rumo à Catedral, para bater sino evocativo das Ave-Marias.
O próprio vigário se aprazia em ver em Manoel Turíbulo o aspecto sisudo, a dignidade circunspecta quando, na Igreja, acolitando a Santa Missa, ele o fazia na mais perfeita compenetração de suas funções.
Ornado de sobrepeliz que lhe branqueja a batina safada, mesmo sem estola — dava-nos a impressão muito clara e certa de ser ele o próprio padre sua cara de ocre, seus modos entendidos e uma tal ou qual atitude de quem dirige e manda.
Sabedor como poucos das regras litúrgicas, a muito padre nôvo advertiu superiormente, quando a míngua de prática se esqueciam detalhes. Para uma Semana Santa, então, era único. Ninguém conhecia melhor o cerimonial; e a mais leve minúncia não lhe escapava ao espírito vigilante.
Desde o tempo antigo do padre Manoelzinho; desde os bons tempos do padre José Vieira, vinha êle sendo sacristão de seu oficio. Ajudou ao padre Augusto, serviu ao padre Lúcio — o que depois veio a ser Bispo e assim prestigiar a carreira do velho sacristão. Com éle entraram na Freguesia os Padres Brancos, chefiados pelo benemérito cônego Carlos Vincart, a alma generosa, espírito de altitude dominadora, filósofo da liberalidade — até o cônego Marcos Van In — energia feita ação, inteligência vivaz ao serviço do tato social e da virtude intemerata.

* * *
Manoel Turíbulo tinha outro ganha-pão que, em rigor, não era uma acumulação remunerada, mas o ajudava quando as coisas não lhe corriam bem: era santeiro, fazia discretamente imagens de gêsso, figuras plasmadas a êsmo que verdadeiramente não lembravam uma obra prima de Rodin, mas a que a alma ingênua da roça soprava o hálito da vida, mercê do suave milagre da Fé.
Quase sempre também pintava bandeiras para as fogueiras de Santo Antônio, São João e São Pedro... e uma vez lá acima, a pintura prêsa no alto dos mastros, cá de baixo se presumia razoavelmente a reprodução fiel dos pobres santos...
Pouco expansivo, sóbrio e poupado, Manoel Turíbulo não contava senão consigo mesmo: bem ou mal, vivia no seu canto. Não incomodava a ninguém, ningém o incomodava. Dêle não se soube jamais de uma discussão sequer. Poucas alegrias teria tido fora do seu lar honrado. Dos seus sucessos como escultor, não rezam as crônicas. Mas era artista a seu modo, pelo menos a emoção lhe orvalhava a alma simples quando, numa missa cantada, de “off-clide” na bôca, soprava de manso e precavido ao lado honroso do Mestre Louça ou Mestre Janjão.
Nos tempos da banda Operária, quando a política criava emulação entre a Euterpe e aquela outra filarmônica, Manoel Turíbulo tomava-se mesmo de entusiasmo vibrante. E fungava forte e firme o seu contra-ponto. Isso muitas vêzes causou zêlo “hélicon” de Ulisses Tenente. E o Manoel do Ó, homem sem malícia e alma sem refolhos, do boas gargalhadas, gozando a rivalidade estéril daqueles inspirados musicistas, de quem a glória sempr haveria de fugir às léguas...
Mas tudo isso passou e Manoel Turíbulo voltou a ser o homem triste que ajudava a missa tôdas manhãs, com seus cambados sapatos de entrada baixa, sem meias, batina velha e aquéle seu ar tristonho homem bom que vive no seu canto.
Uma vez ou outra, quem sabe, à hora do crepúsculo haverá talvez uma saudade para o velho sacristão, que tôdas as tardes descia as ruas, pensativamente pisando as mesmas pedras — cegonha de outras eras, rumo à velha Matriz, para bater o sino melancólico das Ave-Marias...
1940 __ A “Gazeta do Norte”, desta data, noticia a instalação do Laboratório de Análises e Pesquisas Clínicas, organizado pelo dr. Hermes de Paula e de sua propriedade.
1956 — Falece, repentinamente, o professor João de Andrade Câmara. Nasceu em Montes Claros a 3 de outubro de1878, filho do advogado Justino de Andrade Câmara e dona Maria Francisca de Oliveira Câmara. Exerceu os cargos acumulados de Coletor Estadual e Federal até 1913, quando, vindo o desdobramento das duas Coletorias, optou pela última, servindo como Coletor Federal do município de Montes Claros até 2 de março de 1928, quando se exonerou. Figura como um dos elementos principais e decisivos na fundação da Escola Normal Norte Mineira, nesta cidade, de que foi professor por muitos anos e um dos Diretores. Sempre se esforçou pelo engrandecimento de sua terra natal, onde foi jornalista, funcionário público exemplar, professor, fazendeiro, criador e invernista, Provedor da Santa Casa de Caridade e vereador à Câmara Municipal. Casou-se com dona Cândida Mendes de Siqueira.
No primeiro aniversário do seu falecimento, quem escreve estas linhas, publicou na “Gazeta do Norte” a crônica que vai abaixo transcrita:

“Professor João Câmara

“Pelo crepúsculo da Sexta-Feira Santa do ano passado, falecia, repentinamente, em sua residência, um dos mais ilustres filhos de Montes Claros — coronel João de Andrade Câmara.
Ocasionalmente, foi êle uma das primeiras pessoas com quem travei conhecimento, logo após a minha chegada a esta terra, vizinho que era da pensão em que me hospedei.
Muito comunicativo, aproximou-se do forasteiro desconhecido, que então vinha tentar ganhar a vida no longínquo rincão do Norte. Palestramos por largo tempo e, naquela ocasião, pude observar quanto amável era o acolhimento que me dispensava, como me animava a aqui fixar residência, a trabalhar no municipio, pintando com seguro otimismo as imensas possibilidades da zona rica, e o invejável futuro que lhe tava reservado. E hoje, depois de decorridos tantos anos, quando se verifica que tudo o que foi por êle vaticinado, naquela ocasião, se concretizou, é que se pode avaliar com que clararividência o fêz. E de tal sorte foi o modo fidalgo por que me tratou nêsse primeiro e inesquecível encontro que, quando nos despedimos, não mais me considerava um estranho no lugar, pois ficou-me a agradável impressão de que já podia contar com um amigo na cidade, amizade que, de fato, permaneceu imutável durante quase quatro décadas, porque, daquela data em diante, nunca mais deixamos de nos procurar para palestras diárias. Nos longos passeios realizados nessas admiráveis tardes montesclarenses, memorávamos quadros da longínqua infância, desenrolados em nossas respectivas terras, onde de quando em quando, ressurgiam remotos episódios já de todo esvaecidos nas névoas do passado. E durante todo êsse tempo de freqüente convivência, pude bem avaliar a generosidade e a grandeza do coração bem formado, a par da fibra de lutador que’ vibrava naquele homem de hábitos tão singelos e semblante sempre aberto para quem o procurasse, fôsse para pedir-lhe um conselho, para receber um favor ou para simples informação.
Prestimoso ao extremo, imagem viva da bondade tomava a seus cuidados penosos encargos de outrem, tendo como única recompensa e satisfação de bem servir a um amigo ou a mero conhecido.
Quando Coletor, a sua carteira se achava — bem provida de estampilhas de todos os valores, a fim de poder atender às pessoas que delas porventura necessitassem, nas horas em que a repartição, por fôrça do horário, devia permanecer de portas cerradas.
Nem todos chegaram a tomar conhecimento extraordinário valor pessoal de João Câmara, mesmo porque êle nunca fêz alarde de suas belas qualidades, dada a sua modéstia natural, tão assinalada que gava quase a tocar as raias da humildade.
Não tinha inimigos. Inteligente, equânime gênio permanentemente jovial, jamais o vi irritado. Levantaria, sem dúvida, o seu veemente protesto, se percebesse qualquer ato de iniqüidade praticado — contra alguém, fôsse êsse alguém um amigo ou um indiferente. Fazia-o, porém, em têrmos comedidos, enérgicos, corajosamente, doesse a quem doesse.
Possuía um modesto patrimônio. Nunca teve sobras de numerário mas, com os parcos recursos que dispunha e com os esforços de sua atividade sempre voltados para o bem, desenvolvia, com eficiência, obras de mérito que os milhões de muito ricaço estavam longe de produzir.
Tomou parte ativa nos mais louváveis e proveitosos empreendimentos locais, destacando-se dentre êles o da fundação da Escola Normal Norte Mineira nesta cidade, ao lado do seu grande amigo dr. Olintho Martins, então Juiz Municipal do Têrmo, e tão brilhante rastro deixou de sua passagem por Montes Claros.
Relembrava, com desvanecimento, os passos que dera em prol de tão meritória obra, ora batendo porta de destacadas figuras do momento, para cooperação oportuna de sua influência perante os altos poderes do Estado, ora empenhando-se com prestigiosos políticos, nem sempre correligionários, pedindo-lhes o auxílio de sua adesão à louvável emprêsa; as inúmeras viagens que fizera a Belo Horizonte, o mundo de empecilhos, enfim, que tivera de enfrentar até conseguir o triunfo de tão bela iniciativa, com a equiparação almejada. E era ésse, de fato, m dos galardões de que mais se ufanava em sua vida digna e despretensiosa.
Mas, na realidade, não havia reunião em que se tratasse de qualquer empreendimento visando ao progresso de Montes Claros, que não contasse com a presença de João Câmara.
Jornalista, possuidor de sólida cultura humanísica, professor de várias gerações, sua opinião era ouvida e acatada por ser sempre sensata e prática .
Filho extremoso, falava-me emocionado de seis mustre pai, o advogado Justino Câmara que, por mais e um quatriênio dirigiu, como Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, os destinos da comuna. Contava a vida trabalhosa a que se afizera o seu genia notoriedade que alcançou como advogado, denro e fora do nosso município; citava os clientes que defendera, historiava causas difíceis em que triunfara, punha em relêvo a destacada atuação que tivera como nosso representante na Assembléia Provincial. Trazia-me, para que os lêsse, velhos recortes de jornais que estampavam discursos do seu inolvidável pai, entre os quais o que propunha e defendia a substiuição da injustificável denominação de Filadélfia pela de Teófilo Otoni, dada à progressista e hoje centenária cidade norte mineira, perpetuando nela, assim, o nome glorioso do ilustre coestaduano que foi, é, e será sempre um símbolo das nossas aspirações liberais.
João Câmara formou todos os filhos — e eu sei, porque por êle relatadas — as inúmeras dificuldades que teve de vencer nessa dura tarefa em que se empenhou, até à realização do grande sonho a que se entregara. E essa vitória constituía a maior satisfação de sua exístencia, já que o vacábulo orgulho aqui é descabido, em vista de sua completa ausência de vaidade. Mas foi sumamente feliz porque prolongou êsse prazer até seus últimos dias, verificando que todos os filhos correspondiam amplamente às suas esperaramças, recompensando-lhe assim os desmedidos esforços. De fato, ocupam, hoje, todos êles, posições de destaque quer na sociedade, quer nos meios científicos ou em cargos de responsabilidade que lhe são confiados Govêrnos de vários Estados da Federação, cercados de respeito e de consideração, tão dignos quanto o pai, de sentimentos tão nobres quanto os dêle. E ninguém poderia afirmaar que tivesse preferência por ou aquêle filho. Queria a todos igualmente, a se referia com entusiasmo e, principalmente, com muita ternura, exaltando-lhes o mérito, gabando- a proficiência:
— O Aldemar faz a extirpação do apêndice de tantos minutos... — dizia-me êle, singelamente citando um tempo record de operação, referindo-se à perícia do filho médico, eminente cirurgião residente em Goiânia. E referências como esta — eram extensivas a todos os outros, de acôrdo com as suas fissões.
As vêzes, em nossos saudosos cavacos, pelas tardes tranquilas da praça Dr. Chaves, eu o bombardeava com criticas sem pé nem cabeça a tal ou qual empreendimento que êle apoiava, vislumbrando fator de progresso para a sua muito amada Montes Claros. E só o fazia, está. claro, para vê-lo exaltar-se numa rápida improvisação de defesa, com ampla justificativa para o seu ponto de vista. E o querido amigo, todo entregue ao seu arrazoado, nem percebia que as minhas infundadas asserções eram fingidas atiradas ao léu, só para ouvi-lo rebatê-las com energia e decisão.
Nunca houve quem amasse mais extremamente a sua terra natal que João Câmara. E de tal era a sua devoção a Montes Claros, que é dever precípuo de gratidão lembrar-lhe o nome para um a nossas ruas ou de nossas praças, na fachada de grande estabelecimento de ensino, ramo êsse a dedicou tão grande carinho, em prol do qual tantos esforços despendeu. E saibam os bons montesclarenses que, prestando semelhante homenagem a memória, não estarão fazendo mais do que retribuir o imenso afeto de um conterrâneo que, em todos os momentos de sua vida, e por todos os meios, soube honrar como ninguém o seu torrão natal.”
1958 — É lançada, as 8,30 horas, a pedra fundamental do início do instituto Norte Mineiro de Educação, à rua João Pinheiro, na cidade de Montes Claros. O Bispo da Diocese, S. Excia. Revma. Dom José Alves Trindade, procedeu à bênção do bloco de pedra que encerrava uma ata das solenidades, bem como números de jornais e moedas várias.
A planta do edifício, que é de dois pavimentos foi executada pelo engenheiro Simeão Ribeiro Pires. Terá uma frente de 66 metros para a rua João Pinheiro e outra ala de 40 metros. Seu custo está orçado em CrS 4.000.000,00.




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