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montesclaros.com - Ano 26 - terça-feira, 24 de março de 2026

"... cumprimento de 4 mandados de busca e apreensão em M. Claros (...) teve como alvo um esquema de extorsão interestadual praticado por meio de falsos anúncios de acompanhantes na internet"

Terça 24/03/26 - 11h41

11h36m, terça-feira, da Polícia Civil:


Grupo suspeito de extorsão interestadual é alvo de operação em Montes Claros

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em apoio à Polícia Civil do Tocantins (PCTO), integrou a operação Vitrine Oculta visando ao cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em Montes Claros, no Norte do estado.

A ação, desencadeada nesta terça-feira (24/3), teve como alvo um esquema de extorsão interestadual praticado por meio de falsos anúncios de acompanhantes na internet.

Na oportunidade, foram realizadas buscas em endereços ligados aos investigados, e os materiais apreendidos serão analisados. “A partir das apreensões realizadas, vamos aprofundar a identificação de outros envolvidos e ampliar o alcance da investigação”, destacou o delegado Wanderson Chaves de Queiroz.

As investigações são conduzidas pela 1ª Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Deic) em Palmas.

Esquema criminoso

As investigações tiveram início após uma vítima procurar a PCTO para denunciar uma ameaça recebida depois de tentar contratar uma acompanhante por meio de um site especializado, em abril de 2025.

Conforme informado, ao ser exigido o pagamento antecipado via transferência bancária, a vítima desistiu do serviço e passou a receber mensagens e áudios com intimidações.

Nos conteúdos enviados, os suspeitos afirmavam que iriam até a residência da vítima para subtrair bens, alegando possuir dados pessoais e bancários dela, impondo prazos curtos para pagamento. Além disso, eles cobravam valores adicionais sob o pretexto de taxas de cancelamento.

Temendo pela própria segurança e de seus familiares, a vítima chegou a realizar transferências via Pix para contas vinculadas aos suspeitos.

Atuação em Montes Claros

Com o avanço das investigações, a Deic identificou que os suspeitos atuavam a partir de Montes Claros, sendo mapeada a estrutura da associação criminosa e individualizada a conduta dos envolvidos.

O grupo, segundo apurado, atuava de forma organizada, com divisão de tarefas. Uma das investigadas seria responsável pelo recebimento dos valores, enquanto outro suspeito, com registros policiais, realizava as ameaças. Já uma terceira pessoa envolvida atuava na captação das vítimas, utilizando perfis falsos para iniciar o contato.

Para o delegado em Montes Claros, Cézar Salgueiro, a atuação conjunta foi decisiva para o avanço das investigações e para o cumprimento das medidas em Minas Gerais.

“A cooperação entre as polícias civis é fundamental para o enfrentamento qualificado do crime organizado, especialmente quando há utilização de meios digitais para a prática criminosa”, completou o policial.

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