Suspeito de abuso sexual infantil, de 31 anos, é alvo de operação da Polícia Federal em M. Claros
Terça 28/04/26 - 10h03
Suspeitos de abuso sexual infantil são alvos de operação da PF em MG
Mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em 14 cidades mineiras. Ação também aconteceu em outros 13 estados e 15 países
Suspeitos de cometer abuso sexual contra crianças e adolescentes foram alvo de uma operação nacional da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (28/4). Em Minas Gerais, a ação aconteceu em 14 cidades, incluindo Belo Horizonte.
A ofensiva, batizada de Proteção Integral IV, tem o objetivo de cumprir, de maneira simultânea, 159 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva.
Conforme a corporação, o foco da ação foi a identificação e prisão de autores.
No estado as ordens judiciais foram cumpridas em cidades das regiões Sul, Triângulo Mineiro, Zona da Mata, Norte e Grande BH.
A ação contou com a participação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Rafaella Parca, coordenadora-geral de Combate aos Crimes Cibernéticos de Abuso Sexual Infantil da Polícia Federal, explica que a ação incluiu, principalmente, crimes sexuais cometidos no ambiente virtual.
“O abuso sexual infantil é um problema complexo, que precisa de uma resposta coletiva”, afirmou a delegada.
Ação nacional
Ao todo, 503 policiais federais, assim como 243 civis participaram da ação que também foi deflagrada em outros 13 estados - Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins - e no Distrito Federal.
Segundo a PF, a operação Nacional Proteção Integral IV compõe um esforço internacional voltado ao enfrentamento de crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e de adolescentes.
Por isso, a ofensiva ocorre, de maneira simultânea, em 15 países. No âmbito internacional, foram cumpridos mandados na Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.
Confira em quais cidades mineiras a operação foi deflagrada:
Uberlândia;
Araguari;
Unaí;
Lavras;
Santo Antônio do Amparo;
Matipó;
Veríssimo;
Montes Claros;
Pirapora;
Visconde do Rio Branco;
Eugenópolis;
Belo Horizonte;
Lagoa Santa;
Martinho Campos.
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16h49m, terça-feira, do jornal Estado de Minas, de BH:
Operação nacional contra abuso sexual infantil atinge 14 cidades de Minas
Ação da PF acontece em todos os estados e no Distrito Federal. Em Minas Gerais, três prisões foram feitas em flagrante nesta terça-feira (28/4)
Larissa Leone
Suspeitos de cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes foram alvo de uma operação simultânea da Polícia Federal em todos os estados e no Distrito Federal nesta terça-feira (28/4). Batizada de Proteção Integral IV, a ação também teve desdobramentos internacionais.
Em Minas Gerais, a ofensiva aconteceu em 14 cidades, incluindo Belo Horizonte. O objetivo é combater o abuso infantojuvenil, especialmente no ambiente cibernético, às vésperas do Maio Laranja.
Os números da violência sexual contra crianças e adolescentes em Minas reforçam a gravidade do problema. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) mostram que, entre 2021 e 2025, foram registrados 19.517 casos de estupro de vulnerável tentado ou consumado no estado.
O volume representa média de 3.903 ocorrências por ano e cerca de 10 por dia. Em 2026, entre janeiro e março, já são 891 casos no estado, mantendo a mesma média diária.
Belo Horizonte concentra o maior número de registros. Entre 2021 e 2025, a capital mineira somou 2.182 casos. Apenas nos três primeiros meses de 2026 foram contabilizadas 98 ocorrências, liderando novamente os casos.
Segundo a delegada Rafaella Parca, coordenadora-geral de combate aos crimes cibernéticos de abuso sexual infantil da PF, o enfrentamento desse tipo de crime exige atuação conjunta. “O abuso sexual infantil é um problema complexo e precisa de uma resposta coletiva, o que estamos fazendo exatamente na data de hoje. É a Polícia Federal reafirmando o seu compromisso com a proteção de nossas crianças e adolescentes”, destacou.
Em Minas, 14 cidades foram alvo da operação: Belo Horizonte e Lagoa Santa, na Região Metropolitana; Araguari, Uberlândia e Veríssimo, no Triângulo; Unaí, no Noroeste; Lavras, no Sul; Martinho Campos e Santo Antônio do Amparo, no Centro-Oeste; Eugenópolis, Matipó e Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata; além de Montes Claros e Pirapora, no Norte do estado.
Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, com atuação de 74 policiais federais distribuídos em 18 equipes. Até o momento, três prisões em flagrante foram confirmadas no estado em Araguari, Montes Claros e Veríssimo.
Em todo o Brasil, foram expedidos 159 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva. A ação mobilizou 503 policiais federais e 243 policiais civis de estados como Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal.
A operação também teve desdobramentos internacionais. A ofensiva brasileira integra a Operação Internacional Aliados pela Infância VI, voltada ao enfrentamento de crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e de adolescentes.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão ao mesmo tempo em 15 países da América Latina e da Europa: Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.
Às vésperas do Maio Laranja, campanha nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual infantil, a ação busca integrar forças policiais nacionais e internacionais no compromisso com a prevenção e com a repressão dessas práticas. Só em 2026, segundo a PF, já foram cumpridos cerca de 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais.
A corporação orienta pais e responsáveis a acompanharem a rotina digital de crianças e adolescentes e a manterem diálogo constante sobre segurança na internet, como forma de prevenção e denúncia de situações suspeitas.


