Entidades setoriais fazem as contas e dizem o que vai acontecer em cada área, após aprovação do Senado. Bares e restaurantes e construção civil alegam aumento nos custos, com queda de 0,7% no PIB
Quarta 14/10/26 - 23h02O Senado aprovou ontem, por 75 votos a 1, em dois turnos, a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição de salários.
O texto segue agora para promulgação.
Entidades empresariais alertaram para o impacto econômico da medida.
A Confederação Nacional da Indústria estima que a mudança pode elevar os custos de produção em 267 bilhões de reais e aumentar os preços ao consumidor em 6,2%, em média.
O levantamento aponta possível queda de 0,7% do Produto Interno Bruto.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais alertou para riscos ao emprego formal e defende que a definição das jornadas considere as particularidades de cada setor e preserve a negociação coletiva.
No setor de bares e restaurantes, a associação que representa o segmento estima que serão necessários 3 milhões de profissionais a mais para manter a oferta atual de serviços.
Na construção civil, a estimativa é de que os preços dos imóveis subam 5,5%, e até 2,5 milhões de famílias podem perder acesso ao financiamento habitacional.
A transição para a nova jornada será de 14 meses, dividida em duas etapas.
O primeiro corte e a adoção de dois dias de descanso semanal devem ocorrer 60 dias após a promulgação.
A segunda redução está prevista para 12 meses depois da primeira etapa.


