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montesclaros.com - Ano 26 - quarta-feira, 25 de março de 2026

Polícia Civil, nesta terça-feira: "A operação foi realizada nos municípios de Manga, Itacarambi, Montes Claros, Monte Azul, Porteirinha e Olhos-d’Água..."

Quarta 25/03/26 - 8h51

8h50m, quarta-feira, da Polícia Civil:

Operação mira organização criminosa atuante em lavagem de dinheiro

Nove prisões executadas e 27 mandados de busca e apreensão cumpridos.

Esse foi o resultado da operação Jó 38:11, deflagrada nessa terça-feira (24/3), em municípios mineiros e do estado de São Paulo.

A ação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em conjunto com o Ministério Público (MPMG) e a Polícia Militar (PMMG), teve como objetivo combater uma organização criminosa envolvida em lavagem de capitais.

As apurações tiveram início a partir de Procedimento Investigativo Criminal (PIC) instaurado pelo MPMG, com base em diversos inquéritos conduzidos pela PCMG.

Os levantamentos permitiram identificar um grupo estruturado na cidade de Manga, Norte de Minas, com ramificações em outros estados da federação.

Esquema criminoso

Segundo as investigações, a organização atuava na lavagem de dinheiro por meio da locação de maquinários pesados, em grande parte provenientes de crimes como furto, roubo e estelionato praticados em diferentes regiões do país.

O trabalho de apuração aponta que os equipamentos eram adulterados e inseridos em empresas vinculadas ao grupo criminoso, que prestavam serviços na região, inclusive com uso de documentação falsificada.

Estima-se que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 11 milhões durante o período investigado.

Cumprimento de mandados

A operação foi realizada nos municípios de Manga, Itacarambi, Montes Claros, Monte Azul, Porteirinha e Olhos-d’Água, no Norte de Minas; Patos de Minas, no Alto Paranaíba; além das cidades paulistas de Valinhos e Ibaté.

No curso dos trabalhos, além das prisões – sete preventivas e duas em flagrante –, foram apreendidos veículos, documentos, computadores, celulares, arma de fogo e dinheiro.

Em Manga, houve a apreensão de uma caminhonete, um veículo utilitário esportivo e R$ 20,8 mil em espécie.

Na cidade de Montes Claros, uma caminhonete, alvo de sequestro judicial, foi localizada e recolhida.

Já em Monte Azul, um investigado foi encontrado com três veículos, além de outro com sinais de adulteração, sendo preso em flagrante por receptação.

Em Itacarambi, um dos alvos foi detido em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Operação integrada

Cerca de 50 policiais participaram da ação, incluindo equipes das polícias Civil e Militar de Minas Gerais, além da Polícia Civil de São Paulo.

A operação foi coordenada pela 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil em Januária.

De acordo com o delegado regional, Luiz Bernardo Rodrigues de Moraes Neto, a operação representa um importante avanço no combate às organizações criminosas. “As investigações demonstraram a complexidade da atuação do grupo, que utilizava empresas para dissimular a origem ilícita de bens. A atuação integrada das forças de segurança foi fundamental para desarticular essa estrutura criminosa”, destacou.

Nome

O nome da operação, Jó 38:11, faz referência ao versículo bíblico que simboliza o limite imposto às ações criminosas: “Até aqui virás, e não mais adiante; e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas”.

Os levantamentos continuam com o objetivo de aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.

***

Resumo:

Operação Jó 38:11 prende nove suspeitos e cumpre 27 mandados contra organização criminosa de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 11 milhões em MG e SP.

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10h11m, quarta-feira, do jornal O Tempo, de BH:

Operação “Jó 38:11” desarticula esquema milionário de lavagem de dinheiro no Norte de Minas

As investigações revelaram a existência de um grupo criminoso estruturado na cidade de Manga, no Norte de Minas, com ramificações em outros estados.

O esquema consistia na lavagem de dinheiro por meio da locação de maquinários pesados, muitos deles oriundos de crimes como furto, roubo e estelionato.

A estimativa é de que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 11 milhões ao longo do período investigado

Uma operação integrada das forças de segurança resultou em nove prisões e no cumprimento de 27 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais e São Paulo.

A ação, batizada de “Jó 38:11”, foi deflagrada nessa terça-feira (24/3) com foco no combate a uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais.

Coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em conjunto com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a operação teve como ponto de partida um Procedimento Investigativo Criminal instaurado pelo MPMG, com base em inquéritos conduzidos pela PCMG.

Esquema estruturado e atuação interestadual As investigações revelaram a existência de um grupo criminoso estruturado na cidade de Manga, no Norte de Minas, com ramificações em outros estados. O esquema consistia na lavagem de dinheiro por meio da locação de maquinários pesados, muitos deles oriundos de crimes como furto, roubo e estelionato.

Segundo apurado, os equipamentos eram adulterados e incorporados a empresas ligadas à organização, que operavam com documentação falsificada e prestavam serviços na região, dando aparência de legalidade às atividades ilícitas.

A estimativa é de que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 11 milhões ao longo do período investigado. Mandados e apreensões A operação foi realizada em diversas cidades mineiras, incluindo Manga, Itacarambi, Montes Claros, Monte Azul, Porteirinha, Olhos-d’Água e Patos de Minas, além dos municípios paulistas de Valinhos e Ibaté.

Durante a ação, foram cumpridas sete prisões preventivas e duas em flagrante. Também foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos, computadores, celulares e uma arma de fogo.

Em Manga, foram recolhidos uma caminhonete, um SUV e aproximadamente R$ 20,8 mil.

Em Montes Claros, uma caminhonete com ordem de sequestro judicial foi localizada. Já em Monte Azul, um suspeito foi preso em flagrante por receptação após ser encontrado com veículos, incluindo um com sinais de adulteração. Em Itacarambi, houve prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Atuação integrada Cerca de 50 policiais participaram da operação, envolvendo equipes das polícias Civil e Militar de Minas Gerais, além da Polícia Civil de São Paulo.

A coordenação ficou a cargo da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil em Januária.

De acordo com o delegado regional Luiz Bernardo Rodrigues de Moraes Neto, a ação representa um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado.

“As investigações demonstraram a complexidade da atuação do grupo, que utilizava empresas para dissimular a origem ilícita de bens.

A atuação integrada foi essencial para desarticular essa estrutura”, afirmou.

Origem do nome O nome da operação faz referência ao versículo bíblico Jó 38:11, que simboliza a imposição de limites às ações criminosas: “Até aqui virás, e não mais adiante; e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas”.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da organização criminosa.

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